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Assinala-se hoje, a nível mundial, o dia do Refugiado.

É uma data em que a Igreja Adventista, através da sua agência humanitária, a ADRA, aproveita para homenagear a coragem, a resiliência e a força de todas as mulheres, homens e crianças forçadas a deixar as suas casas por causa de guerras, conflitos armados e perseguições.

Estamos a testemunhar os níveis mais altos de deslocamento registados, portanto, é importante compreender a escala e o impacto global da crise dos refugiados.

Neste momento, e de acordo com os últimos dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), existem cerca 90 milhões de pessoas deslocadas impulsionadas por ondas de violência ou conflitos prolongados em países como a Etiópia, Burkina Faso, Mianmar, Nigéria, Afeganistão e República Democrática do Congo. A estes, acrescem os mais de 12 milhões de pessoas que foram deslocadas à força após a invasão russa da Ucrânia (mais de 7 milhões deslocados internos e mais de 5 milhões que fugiram do país a partir de 28 de abril de 2022).

Pela primeira vez na História da humanidade, a marca de deslocados ascende aos 100 milhões de pessoas. Um número sério e alarmante. Entre estes, estão mais de 26,6 milhões de refugiados, a maior população registada nesta categoria.

Portugal não é um país tradicionalmente recetor de refugiados, apesar de ter estruturas e mecanismos próprios para o acolhimento destas pessoas há cerca 30 anos. Olhando para os últimos 15 anos, entraram em Portugal 10.927 pessoas em busca de abrigo. Mais recentemente, este número foi praticamente triplicado com a receção de 37 mil pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, aquando do ataque russo ao país vizinho.

Ciente de que as pessoas deixam tudo para trás, a comunidade adventista, através da ADRA, investe num futuro de esperança, dignificando, acolhendo e protegendo todos os indivíduos em contexto de vulnerabilidade no quadro global das deslocações forçadas. Um pouco por todo o mundo, são criados e mantidos Centros de Acolhimento que pretendem manter essas pessoas em segurança e garantir-lhes o máximo de bem-estar possível. Um refugiado não é uma estatística!

Se desejar apoiar a ADRA nos esforços de dignificar a vida de milhões de Refugiados, entre em contacto com o escritório português através do info@adra.org.pt.


Cármen Maciel | Diretora ADRA Portugal