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COMUNICADO

Na sequência das notícias em diversos órgãos de informação sobre a detenção de um antigo Ministro do Culto, por indícios de crime relacionado com abuso sexual de menores, vem a Igreja Adventista do Sétimo Dia esclarecer que:

1. A pessoa em questão foi desvinculada de Ministro do Culto, com a função de Pastor, desta instituição religiosa em outubro de 2014, por ter sido considerado, em avaliações sucessivas, que não reunia o perfil pessoal necessário para desempenhar essa função nem representar devidamente a instituição, especificamente devido a comportamento, atitudes e comentários inadequados ao serviço de Ministro de Culto.

2. Essas razões em nada se relacionam com o presente caso, do qual os responsáveis desta Igreja não tinham conhecimento naquela data.

3. No ano de 2015, o Ministro do Culto local, que substituiu o anterior agora detido, tomou conhecimento das denúncias agora trazidas a público, acompanhando moralmente a família queixosa e incentivando, segundo as orientações gerais desta denominação, a sua denúncia à justiça.

4. Em 2014, no momento da desvinculação do antigo Ministro do Culto, foi-lhe pedido que abandonasse a habitação pastoral, propriedade da instituição. No entanto, tal foi recusado e não foi ainda possível cumprir, devido às sucessivas ações judiciais por ele intentadas contra a Igreja contestando a desvinculação, processo cujo última tramitação ocorreu com o Trânsito em julgado em Fevereiro do corrente ano da decisão do recurso por ele interposto no Tribunal Constitucional, do qual a Igreja foi notificada a 14 de dezembro de 2016.

5. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, com profundo pesar e lamentando ver-se envolvida neste caso, repudia veementemente estes atos e pede respeito e reserva no seu tratamento público, em consideração para com a vítima e a sua família.

Lisboa, 24 de fevereiro de 2017

Jorge Duarte

Departamento de Comunicação

Igreja Adventista do Sétimo Dia