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Mudar de escola pode ser difícil, mas a aluna do ensino secundário Ellina Minina achou particularmente desafiante quando ela se mudou para o norte do Cazaquistão e soube que tinha aulas todas as sextas-feiras à noite e Sábados.

Mas a Minina recusou comprometer a sua observância do Sábado bíblico, apesar dos trabalhos de casa extra e da forte pressão da diretora da escola. Então, para surpresa da Minina, a diretora recuou abruptamente quando a rapariga se mostrou firme pelos seus valores Cristãos publicamente na escola.

“O mais importante é orar e não ter medo de nada,” disse Minina, 13, esta semana numa entrevista em sua casa em Pavlodar, uma cidade de 300,000 pessoas localizada logo após a fronteira da Sibéria Russa.

As aulas de Sábado são um grande problema para os estudantes Adventistas do Sétimo Dia no Cazaquistão, uma antiga república soviética cuja população de 17 é predominantemente Muçulmana, dizem os líderes da igreja. A Igreja Adventista tem 3,500 membros mas nenhuma escola no país. As escolas públicas têm aulas seis dias por semana, de Segunda a Sábado, e os estudantes são colocados em grupos que estudam ou de manhã ou de tarde.

Os problemas da Minina começaram o ano passado quando o seu pai, o pastor Adventista Dmity Minin, se mudou da capital do Cazaquistão, Almaty para Pavlodar. A Ellina Minina tinha recebido notas de topo num Gymnasium, um tipo de escola com uma forte ênfase na aprendizagem académica, em Almaty. Mas Pavlodar só tinha escolas regulares, e ela depressa aprendeu que a diretora da sua nova escola não nutria nenhuma simpatia pelos Adventistas. A Minina foi colocada num grupo de 28 alunos do 6º ano que estudavam das 14h às 20h.

“Os estudantes estavam sempre a discutir,” diz a Minina. “Era difícil fazer amigos na turma.”

Problema com o Sábado

Ainda mais difícil era guardar o Sábado. Com o sol a pôr-se às 16h durante os longos meses de inverno, a Minina perdeu quase todas as aulas de sexta-feira. Ela ia à igreja em vez de ir à escola aos Sábados. O seu pai intercedeu junto da diretora para que transferisse a sua filha para o grupo que estudava das 8h às 14h. Três outras crianças Adventistas estudavam nesse grupo. A diretora disse que concordaria com a mudança se o pai assinasse um compromisso em como a sua filha viria às aulas ao Sábado, disse Dmity Minin.

Apesar do trabalho extra por faltar às aulas ao Sábado, a Minina destacava-se nos estudos, disseram os pais. Ela também jogava voleibol e cantava. No início do ano escolar de 2016-17, a diretora anunciou que os estudantes com notas de topo teriam permissão para se mudarem para um grupo de sua escolha. Mas a Minina foi mantida no mesmo grupo para o sétimo ano. O seu pai apelou à diretora novamente, dizendo que a sua filha chegava a casa muito tarde, já de noite mas diretora rejeitou o seu pedido.

Então um dos colegas da Minina, um rapaz de 13 anos, causou uma perturbação numa aula de educação física. Pegou na mochila de outro colega, tirou as roupas de ginástica, e pontapeou a mochila no chão. Então, a Minina e 12 outros colegas, viram ele atirar a mochila e as roupas pela janela. A diretora estava furiosa com o incidente mas não sabia quem era o culpado. Então chamou ao seu escritório os 14 estudantes que estavam na aula de educação física. A Minina diz que orou quando foi chamada.

“Estava assustada e perguntava-me o que tinha feito de errado,” diz ela. “Nos meus sete anos de escola, nunca tinha sido chamado ao gabinete da diretora. Orei antes de entrar, e depois disso deixei de ter medo.”

Alguém que não mente

A Minina encontrou os seus colegas no gabinete, e a diretora começou a fazer perguntas. “Mas ninguém queria falar porque o rapaz era um rufia,”disse a Minina. A diretora olhou para a Minina.

“Eu conheço alguém que não mente,” disse a diretora. “É a Ellina. Ela é Adventista do Sétimo Dia e não mente.”

Os colegas ouviram-na, enquanto ela contou à diretora tudo o que tinha acontecido.

Disse que de início estava um pouco nervosa, mas depois pensou que não tinha nada a perder.

A sua mãe, Anastasia Minina, disse que estava muito orgulhosa da filha por dizer a verdade.

“Foi muito corajosa. Nesta idade, as crianças ficam assustadas, especialmente frente a rufias. Mas a Ellina não ficou assustada e disse a verdade. Ela procedeu bem.” - disse a mãe.

Poucos dias após o encontro no gabinete da diretora, a escola fechou por uma semana para as férias de Outono. Quando a Ellina Minina regressou às aulas, soube que tinha sido transferida para o grupo da manhã junto das outras três crianças Adventistas. A Minina ficou muito feliz porque agora pode vir para casa depois das aulas e ainda tem um dia inteiro para terminar os trabalhos de casa e fazer outras coisas, como ter aulas de música. Ela disse que Deus responde às orações daqueles que Lhe são obedientes.

“O melhor é não vacilar porque se nos mantivermos fortes, Deus vai ajudar-nos a ser bem-sucedidos,” disse ela.

Ad7 Notícias | Andrew McChesney - Adventist Mission