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É reconhecida a importância que a educação desempenha na vida de um indivíduo, dentro das várias dimensões da vida.

A educação deverá atender à formação, ao desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano.

Contudo, o desenvolvimento harmonioso das faculdades é um dever que está presente na vida de um ser humano e apresenta-se-lhe sobre duas grandes dimensões: sobre si próprio e para com os seus semelhantes.

Devido a este fator de influência, e como vivemos em sociedade, cada indivíduo interage com os outros, de forma positiva ou de forma negativa.

É sabido que, nos primeiros anos de vida, a educação desempenha um papel preponderante na formação do indivíduo, que o vai nortear em grande medida na sua maneira de ser, estar e influenciar a sociedade onde está inserido.

Uma pergunta poderemos fazer: Qual é a verdadeira educação?

A sociedade atual defende o culto do indivíduo, a força que tem dentro de si, ser o melhor, o primeiro, ser o mais brilhante.

Desta forma, as crianças desde muito cedo veem-se obrigadas a serem as mais bonitas, as mais inteligentes, as mais engraçadas e quando entram na escola, terão que ser as melhores da turma, serem as mais cultas, as mais bem comportadas, as mais brilhantes. 

Embora sejam aspetos que todos nós anelamos e defendemos, este tipo de objetivos, “a todo o custo”, trazem grandes dissabores futuros para a vida adulta dos indivíduos, pois sabemos que os efeitos serão sentidos ao longo dos anos (como ter o melhor emprego, ser o melhor trabalhador, ter o melhor casamento e cônjuge, ter os melhores filhos, etc.).

Mas esta não é a melhor e verdadeira educação. Este tipo de educação, centrada nos objetivos, atende unicamente a dois pilares importantes na formação do ser humano: o pilar da família e o pilar da sociedade.

A família desempenha o seu papel que consiste em fornecer os meios e os critérios para que a criança, depois o jovem e mais tarde o adulto, possa desenvolver e alcançar os objetivos traçados. A sociedade, no seu papel do processo educativo, dará o conhecimento e formação que tornem o indivíduo capaz para vencer os seus desafios.

Mas a verdadeira educação deverá estar assente no terceiro pilar: Deus.

Quando uma criança nasce numa família que defende estes 3 pilares na educação (a família – Lar, a igreja – Deus e a sociedade – escola), a educação não está centrada no indivíduo, mas sim no serviço e esta alteração tem efeitos eternos.

“A verdadeira educação não desconhece o valor dos conhecimentos científicos ou aquisições literárias; mas acima da instrução aprecia a capacidade, acima da capacidade a bondade, e acima das aquisições intelectuais o carácter. ... A verdadeira educação... ensina o melhor uso não somente de uma, mas o de todas as nossas habilidades e aquisições. Assim abrange todo o ciclo das obrigações: para com nós mesmos, para com o mundo, e para com Deus” (E.G.W., Educação, p. 225).

Perante os educadores atuais, ou seja, cada um de nós, está uma tarefa maior a desempenhar no processo educativo que queremos transmitir tanto para nós mesmos como para os nossos semelhantes.

“Cada um deve aperfeiçoar os seus talentos até ao máximo ponto; e a fidelidade no fazer isto confere honra à pessoa, sejam muitos ou poucos os seus dons. No plano divino não há lugar para a rivalidade egoísta. ... O que quer que façamos deve ser feito ‘segundo o poder que Deus dá’ (1 Ped. 4:11). Deve ser feito ‘de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens; sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o senhor, servis’ (Col. 3:23, 24).” (Idem, p. 225)

Ad7 Notícias | Rui Dias - Tesoureiro da UPASD