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Nesta segunda-feira, em que se assinala o Dia Mundial do Refugiado, existem 60 milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram deslocadas dentro do seu país, procuram asilo ou vivem como refugiadas noutros países. As Nações Unidas descreveram a crise da Síria, que originou a fuga de aproximadamente metade da sua população, como a maior emergência humanitária da nossa era.

Sendo uma agência humanitária internacional, a ADRA tem uma longa história de assistência às pessoas que se encontram deslocadas devido a conflitos e perseguição. Só entre 2010 e 2015, a ADRA apoiou cerca de 5 milhões de pessoas refugiadas e deslocadas internamente. Atualmente presta ajuda a refugiados, pessoas que procuram asilo, deslocados e retornados na Ásia, em África, no Médio Oriente e nas Américas. A resposta da ADRA à crise da Síria visa responder às necessidades dos deslocados internos na Síria, trabalhar com os refugiados e com as pessoas que buscam asilo no Líbano, na Grécia e noutras partes da Europa.

Perante esta crise sem precedentes, a ADRA assinala este Dia Mundial do Refugiado com um apelo à ação.

Apelamos à COMUNIDADE INTERNACIONAL para procurar uma solução oportuna e humana para o reassentamento dos refugiados estagnados na Grécia e noutras partes do mundo. Apelamos igualmente à comunidade internacional que faça face às circunstâncias que levam as pessoas a tornarem-se refugiadas. Apelamos à comunidade internacional para ajudar o Governo Sírio a encontrar uma solução pacífica para o conflito na Síria e a lidar com os conflitos e as preocupações pelos direitos humanos que levam as pessoas a fugir noutros países.

Apelamos aos POLÍTICOS para que se mantenham firmes nas suas convicções e não se deixem influenciar pelo populismo. O que é certo e errado nunca muda. A dignidade humana e os direitos humanos são imutáveis, independentemente da mudança das circunstâncias e da situação económica.

Apelamos aos MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL para que promovam uma cobertura responsável da crise dos refugiados e dos assuntos relacionados. Apelamos para que veiculem informações equilibradas e justas dos acontecimentos, e não alimentem os medos e preconceitos das pessoas.

Apelamos às IGREJAS para que elucidem os seus membros sobre qual deve ser a resposta Cristã a estes acontecimentos e como seguir o exemplo de Jesus, mesmo em momentos difíceis. As igrejas Adventistas na Europa têm colaborado com a ADRA em projetos de apoio aos refugiados nas suas comunidades. Desafiamos as igrejas a ponderarem sobre o papel que devem desempenhar para alcançarem os milhões de pessoas deslocadas em todo o mundo e nas suas próprias comunidades.

Apelamos aos INDIVÍDUOS para que não se deixem levar pelo egoísmo, medo e preconceito. Exortamos para que a resposta a esta crise seja movida pela inteligência, compaixão e pelo reconhecimento de que compartilhamos a mesma humanidade e os mesmos direitos humanos. Acreditamos que cada pessoa tem o poder de exercer um impacto positivo no mundo que a rodeia e que há sempre qualquer coisa que se pode fazer para ajudar os refugiados, ainda que seja apenas orar ou manter-se informado sobre a situação.

Para saber mais sobre o trabalho da ADRA junto dos refugiados e para ler as histórias de alguns refugiados que conhecemos, visite www.adra.org.pt ou https://adra.org/refugees/. Para tomar conhecimento sobre o que pode fazer em prol dos refugiados, assine a nossa petição. Para transferir recursos que possam ser utilizados pela sua igreja com a finalidade de apoiar os refugiados, visite https://www.adventist.org/en/information/special-days/refugees/.

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